domingo, 1 de junho de 2014

Junho: O Mês do Futebol

Como estamos em mês de Mundial, um dos maiores acontecimentos desportivo do planeta, a temática deste mês não podia ser outra que o desporto-rei. As citações, as imagens e claro, as minhas parvoeiras vão ser todas futebolísticas. Mais ou menos…
Este mês, e através dos meus devaneios, mostrar-vos-ei um “Mundo Futebolisticamente Surreal”, também falarei da “Importância do Bigode” demonstrando a importância patriota que os bigodes tem e de certo modo apoiar o movimento “Portugal de Bigode no Mundial 2014”.

Como temos todos o dom incrível de opinar a distância sobre as mais diversas questões, vou vos provar que todos temos uma costela de “Treinador de Bancada”. É de conhecimento público que o Futebol está crivado de casos, casos sérios que por vezes levam a casos de polícia. É caso para tanto? Talvez! Vamos ter de averiguar esses “Casos”.

A Parvoíce da Cegueira Futebolística (03/06/2014)
Um Mundo Futebolisticamente Surreal (05/06/2014)
A Parvoíce Neutralizada (07/06/2014)
A Parvoíce do Fanatismo Desportivo (10/06/2014)
A Importância do Bigode (12/06/2014)
A Parvoíce Indecisa (14/06/2014)
A Parvoíce do Intelecto Pedonal (17/06/2014)
 A Parvoíce Leguminosa (21/06/2014)
A Parvoíce Metediça (24/06/2014)
As Potencialidades do Potencial (26/06/2014)
A Parvoíce Assertiva (28/06/2014)

sábado, 31 de maio de 2014

Um Mundo Sem Piaçaba

Hoje acordei com uma sensação estranha. Algo mudara durante a noite e essa mudança era irreversível. Confesso que tive a secreta esperança que este amanhecer fosse o início de uma vida nova e que o tão ansiado D. Sebastião da Intimidade tinha finalmente chegado trazendo com ele firmeza e imponência. Mas quando olhei para debaixo dos lençóis, a verdade continuava diminuta. Enfim, uma verdadeira desilusão!

Ultrapassada a tristeza da estagnação dimensional do coiso, senti a ausência inexplicável de algumas memórias. É como se algumas informações primordiais para a minha sobrevivência me tivessem sido sonegadas. Por mais que me esforçasse não me conseguia lembrar. Faltava me algo e não sabia o quê.

Percorri a casa em busca de respostas, à medida que passava pelos quartos, cada um com sua decoração personalizada, apercebia-me que lhes faltava qualquer coisa. Um poster com gajas nuas? Um candeeiro para ver o poster a noite? Uma lâmpada para o candeeiro? Uma extensão para o mesmo? Não fazia a mínima ideia!

Quando cheguei a cozinha, senti um arrepio e realizei algo. Andar nu pela casa não é uma tão boa ideia como parece. Com o frio o meu objeto de estimação tende a minguar. Visto que o mundo hoje está estranho, com desaparecimentos e tudo, pode acontecer-lhe o mesmo. É melhor não arriscar.

Depois de me vestir, voltei a cozinha e estranhei o facto de o meu pequeno-almoço não estar preparado. Eu tinha quase a certeza que o iria encontrar feito. Será que alguém o costuma fazer? Ou tenho hábitos de caça? Então ainda bem que me vesti. Caçar nu não deve ser prático.

Foi quando o meu estômago apertou e tive de ir a casa de banho que a minha memória voltou. Depois de expelir o pior que há em mim e puxar o autoclismo, tive a necessidade de eliminar os vestígios da minha maldade interior. Era imperativo apagar a prova da minha putrefacta alma estomacal. Mas como fazê-lo? Pode lutar contar esse arqui-inimigo? Como destruir a passagem desta anaconda fecal?

Procurei em redor, e de repente, a resposta veio a mim. Não foi bem a resposta, foram mais náuseas. Estava um cheiro que não se podia. Mas depois veio mesmo. O piaçaba! Como me pude esquecer do piaçaba! E do nada reapareceu! Tal mosqueteiro do sanitário empunhei a minha espada piaçabica e lutei bravamente contra o malvado CóConde. É claro que o malvado não teve hipótese. Desde então ando sempre com o meu piaçaba embainhado a cintura. Já me lembro de mais algumas coisas, sei que não vivia sozinho aqui, mas não me consigo lembrar quem eram essas pessoas. Mas eram muito parecidas comigo!

O Cronista da Parvoíce © 2014

Um Mundo Sem Piaçaba

Hoje acordei com uma sensação estranha. Algo mudara durante a noite e essa mudança era irreversível. Confesso que tive a secreta esperança que este amanhecer fosse o início de uma vida nova e que o tão ansiado D. Sebastião da Intimidade tinha finalmente chegado trazendo com ele firmeza e imponência. Mas quando olhei para debaixo dos lençóis, a verdade continuava diminuta. Enfim, uma verdadeira desilusão!

Ultrapassada a tristeza da estagnação dimensional do coiso, senti a ausência inexplicável de algumas memórias. É como se algumas informações primordiais para a minha sobrevivência me tivessem sido sonegadas. Por mais que me esforçasse não me conseguia lembrar. Faltava me algo e não sabia o quê.

Percorri a casa em busca de respostas, à medida que passava pelos quartos, cada um com sua decoração personalizada, apercebia-me que lhes faltava qualquer coisa. Um poster com gajas nuas? Um candeeiro para ver o poster a noite? Uma lâmpada para o candeeiro? Uma extensão para o mesmo? Não fazia a mínima ideia!

Quando cheguei a cozinha, senti um arrepio e realizei algo. Andar nu pela casa não é uma tão boa ideia como parece. Com o frio o meu objeto de estimação tende a minguar. Visto que o mundo hoje está estranho, com desaparecimentos e tudo, pode acontecer-lhe o mesmo. É melhor não arriscar.

Depois de me vestir, voltei a cozinha e estranhei o facto de o meu pequeno-almoço não estar preparado. Eu tinha quase a certeza que o iria encontrar feito. Será que alguém o costuma fazer? Ou tenho hábitos de caça? Então ainda bem que me vesti. Caçar nu não deve ser prático.

Foi quando o meu estômago apertou e tive de ir a casa de banho que a minha memória voltou. Depois de expelir o pior que há em mim e puxar o autoclismo, tive a necessidade de eliminar os vestígios da minha maldade interior. Era imperativo apagar a prova da minha putrefacta alma estomacal. Mas como fazê-lo? Pode lutar contar esse arqui-inimigo? Como destruir a passagem desta anaconda fecal?

Procurei em redor, e de repente, a resposta veio a mim. Não foi bem a resposta, foram mais náuseas. Estava um cheiro que não se podia. Mas depois veio mesmo. O piaçaba! Como me pude esquecer do piaçaba! E do nada reapareceu! Tal mosqueteiro do sanitário empunhei a minha espada piaçabica e lutei bravamente contra o malvado CóConde. É claro que o malvado não teve hipótese. Desde então ando sempre com o meu piaçaba embainhado a cintura. Já me lembro de mais algumas coisas, sei que não vivia sozinho aqui, mas não me consigo lembrar quem eram essas pessoas. Mas eram muito parecidas comigo!

O Cronista da Parvoíce © 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Narcolepsia Cognitiva Masculina

Aposto que não são poucas as vezes em que enfrenta aquele aparente entorpecimento intelectual que te deixa com um olhar vago. Já conseguiste explicar o que se passou com o teu cérebro naquele instante? Ou dizer para onde a tua mente foi transportada? Não acredito! Podem estranhar esta minha descrença, mas depois de revelar este segredo e o destino dessa viagem mental, certamente que irão perceber.

Quando alguém está silencioso, pensativo, não está prestes a resolver todos os males que assolam a humanidade. Está num momento de extrema javardice. Viajámos mentalmente num instante. Do segundo para outro, estamos no famosíssimo Mundo dos Sonhos, ou Mundo Lunar (“Estar na Lua”), uma realidade alternativa erótico-badalhoca.

O homem é um ser racional, e como tal pensa frequentemente, mais concretamente em gajas. Nuas de preferência. Nuas e bastante antipáticas. Não por terem um fetiche sadomasoquista, mas a simpatia não é um predicado importante no mundo da porcalhice. É mais difícil criar um enredo jarvado com alguém simpático.

Para muitos a simpatia é uma qualidade, um atributo moral relevante, mas no mundo da jarvadice é o contrário. Quando classificamos alguém de simpático e esse alguém é uma mulher, nunca teremos pensamentos impróprios com essa pessoa. Só mesmo no caso de sermos cegos, ou sermos cegos. “Tenho uma amiga que te quero apresentar!” “É boa?!” “Não, mas é simpática!”. Está tudo dito!

O homem é um ser bicéfalo, ou seja, está munido de duas cabeças pensantes mas nunca simultaneamente. Quando uma pensa, a outra está a descansar. Sempre que aparece uma gaja boa, acontece um adormecimento cerebral repentino, uma narcolepsia cognitiva. Durante reparamos no vazio refletivo do entorpecido, daí a sua ausência de resposta quando acaba de vivenciar esse fenómeno. “Estavas a pensar em quê?” “Em nada!”

O Cronista da Parvoíce © 2014

E assim respondi ao desafio do André Silva Lopes

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Perigosidade dos Telemóveis

Detesto acordar sabendo que vou ter de lutar contra a força gravitacional da minha cama. Por mais que me queira levantar, sinto-me irremediavelmente atraído pela sua horizontalidade. Essa falta de vontade levadiça é acrescida pelo facto de saber que o dia vai correr mal.

Como sei que o dia vai correr mal? Recorrendo ao meu talento secreto! Há quem tenha sonhos premonitórios, eu tenho acordares premonitórios. Sei que o dia vai correr mal, quando acordo com uma dor aguda no colhão esquerdo e pouco minutos mais tarde, a minha premonição verifica-se quando a dor passa para o lado direito. Malditos telemóveis e suas vibrações! Deram-me cabo do material!

E hoje foi mais um desses maus dias iniciados com a inevitável dor testicular e uma tremenda cefaleia. Eu não me recordo muito bem da noite passada, mas pelas movimentações estranhas da casa (ela não para de andar a roda), deve ter sido complicadíssima.

O mais estranho é ter acordado com um número de telemóvel escrito no antebraço. Mesmo sóbrio nunca fui um Calimero de sedução, quanto mais embriagado. Sim! Não me enganei! Podia ter falado em D. Juan ou Casanova, mas o Calimero é que foi à Abelha Maia. E conseguir uma relação inter-espécie é de valor! Ele é o verdadeiro sedutor!

Com a azáfama matinal e a minha tendência natural para os atrasos, não cheguei a ligar para o misterioso número, mas não o apaguei. Não o fiz por curiosidade, mas também porque foi escrito com um marcador indelével. E pergunto: “Quem é que saí a noite com a porcaria de um marcador?”

Quando cheguei ao meu carro encontro no seu interior uma suspeitíssima mochila preta. Talvez o número seja do dono, ou da dona. Uma vez ao volante, e a caminho do trabalho, os carros do sentido contrário teimavam em vir para a minha facha de rodagem. Talvez para tirarem uma selfie comigo, visto que estava no Facebook enquanto conduzia.

Com o carro estacionado, aproximando me do escritório, e depois ter espetado o pé num buraco, ia-me escavacando todo ao falhar um degrau das escadas. Tudo porque estava a mandar umas quantas sms. Esta cidade é um perigo. Estas condições arquitetónicas têm de ser revistas!

No final do dia, e depois de um árduo dia de trabalho, vi a mochila e lembrei-me de ligar para aquele número. Mas como não sou totalmente parvo, e estou bem ciente do perigo que é telefonar e conduzir ao mesmo tempo, achei por bem estacionar numa de gasolina e liguei. Resultado: um grande estrondo!!!

Lição do dia: Os telemóveis são de facto perigosos. Fazem explodir mochilas, carros, bombas de gasolinas e pessoas (eu estava demasiado perto do carro quando ocorreu a explosão!). E nunca devemos ligar para um número desconhecido, se não tiver associado a um nome de uma mulher.

O Cronista da Parvoíce © 2014


E assim respondi ao desafio do Bruno Ferreira

sexta-feira, 2 de maio de 2014

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Mistério do Coelhinho da Pascoa

A minha infância foi marcada por personagens tão extraordinárias quanto misteriosas. Nunca duvidei, nem duvido, das suas existências, mas desconfio que estas histórias estão muito mal contadas, com muitas lacunas por preencher, e com fortes indícios de muita javardice oculta no meio disto tudo. Alguém me consegue explicar os gostos estranhíssimos da Fada dos Dentes? Qual é verdadeira razão do Pai Natal distribuir tantas prendas? E qual é a do Coelhinho da Páscoa? O que leva um roedor a distribuir ovos pintados?

Nunca ninguém achou esquisita aquela tara pelos dentes? O que a Fada faz com os dentes? Onde é que elas os enfia? Isto tudo cheira a prostituição dentária. Ela paga para tê-los. Tudo bem que gostos são gostos, e não se discutam, mas aquele fetiche dentário é um pouco assustador. Não?

Há quem diga que o Pai Natal seja uma invenção da coca-cola, mas não acredito. O São Nicolau existe de facto e é indesmentível que os presentes são distribuídos todos os natais. Mas como surgiu essa tradição? Cá para mim o Sô Nicolau andava a dar facadas no casamento, e acabou por ter filhos bastardos espalhados pelo mundo. Não querendo ser um mau pai, elaborou um plano engenhoso para poder oferecer um presente aos filhos, sem que a esposa desconfiasse. Num instante o São Nicolau passou a ser o Pai Natal. Nunca achou estranho ser o “PAI” Natal? Porquê essa designação parental? Alguma vez ouvi falar dos filhos? Ele continua provavelmente nas suas atividades extracurriculares. O Natal continua. Já pensou que pode ter um pai famoso?

Quando chega o Domingo de Páscoa não consigo deixar de pensar no Coelhinho da Páscoa e na sua estranha ligação aos ovos de Páscoa. O que leva um coelho a distribuir ovos pintados? Outra coisa que me intriga particularmente é saber onde ele arranjou os ovos?

Tal como os seus comparsas de encantar, o Coelhinho da Páscoa sofre de um seríssimo desvio sexual. É um tarado e por sinal infiel. Os coelhos são por natureza poligâmicos, mas este, farto de relações estritas, decidiu arrastar a asa para outros lados. E assim enveredou para uma relação, porca e badalhoca, mas totalmente contranatura com aves.

O problema é que nenhum animal está autorizado a procriar fora da sua espécie. Para desviar as atenções alheias da sua vida de alegre e delirante concubinato, arranjou um esquema brilhante e começou a distribuir a sua prole, os ovos do crime. Mas não sem antes os embelezar dando-lhes um aspecto decorativo e insuspeito. E assim, nasceram os ovos da Páscoa.

O Cronista da Parvoíce © 2014

domingo, 20 de abril de 2014

A "Clisterização" Inequívoca

Em momentos de maior aperto intestinal em que a libertação é mais de que um sonho, é um desejo, eis que de dentro das brumas da casa de banho surge, o herói solitário, o D.Sebastião das dejecções, a catarse fecal: o clister. Este herói anal e libertador tem ora entradas triunfantes e abruptas, mas sempre com um fiel aliado (a vaselina), ora entradas subtis e estratégicas.

Depois de perceber o poder emancipador do clister, pode ser complexo para alguns, muitos quiçá, complicadíssimo até, entender a sua plenitude quando mergulhado numa esfera filosófica. E não estou a falar de Pato WC! Nesse mundo simbólico, o seu poder redentor é também inquestionável, indiscutível. Falamos então de “clisterização” inequívoca, e esta ocorre sempre em noites de bebedeiras.

Quem diz noites, diz tardes ou manhãs. O importante é compreender as similitudes entre as bebedeiras e o efeito clister. É bastante simples. O que acontece depois da aplicação do clister? Merda! Certo? O que acontece quando estamos embriagados? O que das nossas bocas? A manifestação do Síndrome da Diarreia Mental, ou merda, para os leigos.

O álcool faz-nos fazer coisas incríveis como pôr a chave do carro na fechadura da porta de casa e termos a impressão que ela vai arrancar. Damos conselhos aos nossos amigos que estão menos embriagados do que nós “ Vai de Taxi! Eu tou bem! Eu vou com o meu carro! Porque raio a terra está a mexer? E olha lá eu não sabia que tinhas um irmão gémeo?” “Vomita men! Vais ficar bem melhor! Mete os dedos na goela!.... Não na minha, pá!”

O álcool consegue embelezar qualquer anormalidade e também torna a pessoa mais anti-social do mundo, na pessoa mais sociável a face da terra. Ficamos tão sociáveis que até falamos com objectos inanimados, como o carro (“Oh Peugeot! Onde que estás!?”), com a fechadura (“Eh pá! Hoje tas eléctrica! Não pares de te mexer! Tá quieta!”) ou mesmo os sapatos quando chocamos com eles (“Shiuuuuuu!”)

O Cronista da Parvoice © 2014


E assim respondi ao desafio do Bruno Ferreira

terça-feira, 15 de abril de 2014

Os Benefícios de iniciar o dia “à pão e água”

A forma como iniciamos o dia é fundamental para o decorrer do mesmo. Dizem que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia e não duvido. Conheço uma enfermeira que vaticina que iniciar o dia com uma refeição equilibrada em pão e água só pode ser benéfica e até pode salvar vidas. Por outras palavras, se começar o dia com essa alimentação específica, eu posso tornar me num herói. Daqueles que salvam bebés quando caem do 5º andar.

Confesso que esta história heroico-alimentar me deixou com várias dúvidas, e com perguntas por sinal bastante pertinentes: “Sempre que o meu pequeno-almoço tiver uma incidência aguada e panificada tenho de rondar os prédios todos para evitar a queda de bebés? Ou só aqueles que têm 5 ou mais andares? Se ele cair do 1º andar? Tem de ser salvo?”

É óbvio que o bebé tem de ser salvo, quer vindo do 5º ou 1º andar, mas no segundo caso parece-me muito menos heróico. Há muito menos dramatismo e suspense. É mais uma questão de reflexos. Existe até uma norma no manual de “Heroísmo Urbano”, o art.45 secção b: “qualquer salvamento de bebés, com uma queda inferior ao 4º andar, não é considera heróica”. A comunidade não nutriria de qualquer reconhecimento ou valorização do esforço. Seria como uma nódoa impossível de sair do cadastro de um herói. Salvar aquele bebé seria o mesmo que salvar uma cortadora de relva.

E digamos que salvar uma criança, proporcionar-me-á um grande sentido de reconhecimento/admiração vindo dos pais. Num gesto de profundo agradecimento a mãe, a irmã, a tia ou a prima podem estar tentadas a faze-lo de uma forma mais intensa. Obviamente eu recusaria tal gesto, dependendo da morfologia das mesmas. Agora se eu salvo o cortador de relva? O que me vai acontecer? Não me parece que esse salvamento não seja muito proveitoso, quer a nível físico (aquelas coisas pesam), quer nível pessoal. Será que posso confiar nalguém que vive num apartamento e mesmo assim tem um cortador de relva?

Isto tudo para dizer o quê? Simplesmente que aquela enfermeira tinha razão. Numa manhã, depois de ter sido apanhado em flagrante a olhar para um decote onde não devia. O namorado da jovem espetou-me um papo-seco (pão) nos ventres e cuspiu-me (água) para a cara. Comi e calei. Para os compensar, e como ainda não estou restabelecido do meu entorse no pulso, dei-lhes duas caixas de preservativos que acabara de comprar. Evitando assim que tenham, para já, bebés. Assim a criança não nascida não arrisca-se a cair de qualquer andar.

O Cronista da Parvoíce © 2014

Nota: Este tema foi tramadíssimo e confesso que tive uma tremenda dificuldade em escrever algo de jeito, de tal forma que fiquei 2 dias perante uma folha que persistia em ficar em branco. E depois lembrei-me: “Porque é que não vais buscar uma caneta?” “E porque não fazer diretamente no PC?” “E que tal comprar um PC?” “Quando tiver o PC talvez seja melhor pagar a luz!”


E assim respondi ao desafio do Bruno Ferreira