terça-feira, 3 de junho de 2014
A Parvoíce da Cegueira Futebolística
domingo, 1 de junho de 2014
Junho: O Mês do Futebol
Como estamos em mês de Mundial,
um dos maiores acontecimentos desportivo do planeta, a temática deste mês não
podia ser outra que o desporto-rei. As citações, as imagens e claro, as minhas
parvoeiras vão ser todas futebolísticas. Mais ou menos…
Este mês, e através dos meus
devaneios, mostrar-vos-ei um “Mundo Futebolisticamente Surreal”, também falarei
da “Importância do Bigode” demonstrando a importância patriota que os bigodes
tem e de certo modo apoiar o movimento “Portugal de Bigode no Mundial 2014”.
Como temos todos o dom incrível
de opinar a distância sobre as mais diversas questões, vou vos provar que todos
temos uma costela de “Treinador de Bancada”. É de conhecimento público que o
Futebol está crivado de casos, casos sérios que por vezes levam a casos de
polícia. É caso para tanto? Talvez! Vamos ter de averiguar esses “Casos”.
A Parvoíce da Cegueira
Futebolística (03/06/2014)
Um Mundo Futebolisticamente Surreal (05/06/2014)
Um Mundo Futebolisticamente Surreal (05/06/2014)
A Parvoíce Neutralizada
(07/06/2014)
A Parvoíce do Fanatismo
Desportivo (10/06/2014)
A Importância do Bigode
(12/06/2014)
A Parvoíce Indecisa (14/06/2014)
A Parvoíce Indecisa (14/06/2014)
A Parvoíce do Intelecto
Pedonal (17/06/2014)
A Parvoíce Leguminosa (21/06/2014)
A Parvoíce Leguminosa (21/06/2014)
A Parvoíce Metediça
(24/06/2014)
As Potencialidades do Potencial (26/06/2014)
A Parvoíce Assertiva (28/06/2014)
sábado, 31 de maio de 2014
Um Mundo Sem Piaçaba
Hoje acordei com uma sensação estranha. Algo mudara durante a noite e essa mudança era irreversível. Confesso que tive a secreta esperança que este amanhecer fosse o início de uma vida nova e que o tão ansiado D. Sebastião da Intimidade tinha finalmente chegado trazendo com ele firmeza e imponência. Mas quando olhei para debaixo dos lençóis, a verdade continuava diminuta. Enfim, uma verdadeira desilusão!
Ultrapassada a tristeza da estagnação dimensional do coiso, senti a ausência inexplicável de algumas memórias. É como se algumas informações primordiais para a minha sobrevivência me tivessem sido sonegadas. Por mais que me esforçasse não me conseguia lembrar. Faltava me algo e não sabia o quê.
Percorri a casa em busca de respostas, à medida que passava pelos quartos, cada um com sua decoração personalizada, apercebia-me que lhes faltava qualquer coisa. Um poster com gajas nuas? Um candeeiro para ver o poster a noite? Uma lâmpada para o candeeiro? Uma extensão para o mesmo? Não fazia a mínima ideia!
Quando cheguei a cozinha, senti um arrepio e realizei algo. Andar nu pela casa não é uma tão boa ideia como parece. Com o frio o meu objeto de estimação tende a minguar. Visto que o mundo hoje está estranho, com desaparecimentos e tudo, pode acontecer-lhe o mesmo. É melhor não arriscar.
Depois de me vestir, voltei a cozinha e estranhei o facto de o meu pequeno-almoço não estar preparado. Eu tinha quase a certeza que o iria encontrar feito. Será que alguém o costuma fazer? Ou tenho hábitos de caça? Então ainda bem que me vesti. Caçar nu não deve ser prático.
Foi quando o meu estômago apertou e tive de ir a casa de banho que a minha memória voltou. Depois de expelir o pior que há em mim e puxar o autoclismo, tive a necessidade de eliminar os vestígios da minha maldade interior. Era imperativo apagar a prova da minha putrefacta alma estomacal. Mas como fazê-lo? Pode lutar contar esse arqui-inimigo? Como destruir a passagem desta anaconda fecal?
Procurei em redor, e de repente, a resposta veio a mim. Não foi bem a resposta, foram mais náuseas. Estava um cheiro que não se podia. Mas depois veio mesmo. O piaçaba! Como me pude esquecer do piaçaba! E do nada reapareceu! Tal mosqueteiro do sanitário empunhei a minha espada piaçabica e lutei bravamente contra o malvado CóConde. É claro que o malvado não teve hipótese. Desde então ando sempre com o meu piaçaba embainhado a cintura. Já me lembro de mais algumas coisas, sei que não vivia sozinho aqui, mas não me consigo lembrar quem eram essas pessoas. Mas eram muito parecidas comigo!
O Cronista da Parvoíce © 2014
Ultrapassada a tristeza da estagnação dimensional do coiso, senti a ausência inexplicável de algumas memórias. É como se algumas informações primordiais para a minha sobrevivência me tivessem sido sonegadas. Por mais que me esforçasse não me conseguia lembrar. Faltava me algo e não sabia o quê.
Percorri a casa em busca de respostas, à medida que passava pelos quartos, cada um com sua decoração personalizada, apercebia-me que lhes faltava qualquer coisa. Um poster com gajas nuas? Um candeeiro para ver o poster a noite? Uma lâmpada para o candeeiro? Uma extensão para o mesmo? Não fazia a mínima ideia!
Quando cheguei a cozinha, senti um arrepio e realizei algo. Andar nu pela casa não é uma tão boa ideia como parece. Com o frio o meu objeto de estimação tende a minguar. Visto que o mundo hoje está estranho, com desaparecimentos e tudo, pode acontecer-lhe o mesmo. É melhor não arriscar.
Depois de me vestir, voltei a cozinha e estranhei o facto de o meu pequeno-almoço não estar preparado. Eu tinha quase a certeza que o iria encontrar feito. Será que alguém o costuma fazer? Ou tenho hábitos de caça? Então ainda bem que me vesti. Caçar nu não deve ser prático.
Foi quando o meu estômago apertou e tive de ir a casa de banho que a minha memória voltou. Depois de expelir o pior que há em mim e puxar o autoclismo, tive a necessidade de eliminar os vestígios da minha maldade interior. Era imperativo apagar a prova da minha putrefacta alma estomacal. Mas como fazê-lo? Pode lutar contar esse arqui-inimigo? Como destruir a passagem desta anaconda fecal?
Procurei em redor, e de repente, a resposta veio a mim. Não foi bem a resposta, foram mais náuseas. Estava um cheiro que não se podia. Mas depois veio mesmo. O piaçaba! Como me pude esquecer do piaçaba! E do nada reapareceu! Tal mosqueteiro do sanitário empunhei a minha espada piaçabica e lutei bravamente contra o malvado CóConde. É claro que o malvado não teve hipótese. Desde então ando sempre com o meu piaçaba embainhado a cintura. Já me lembro de mais algumas coisas, sei que não vivia sozinho aqui, mas não me consigo lembrar quem eram essas pessoas. Mas eram muito parecidas comigo!
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Um Mundo Sem Piaçaba
Hoje acordei com uma sensação estranha. Algo mudara durante a noite e essa mudança era irreversível. Confesso que tive a secreta esperança que este amanhecer fosse o início de uma vida nova e que o tão ansiado D. Sebastião da Intimidade tinha finalmente chegado trazendo com ele firmeza e imponência. Mas quando olhei para debaixo dos lençóis, a verdade continuava diminuta. Enfim, uma verdadeira desilusão!
Ultrapassada a tristeza da estagnação dimensional do coiso, senti a ausência inexplicável de algumas memórias. É como se algumas informações primordiais para a minha sobrevivência me tivessem sido sonegadas. Por mais que me esforçasse não me conseguia lembrar. Faltava me algo e não sabia o quê.
Percorri a casa em busca de respostas, à medida que passava pelos quartos, cada um com sua decoração personalizada, apercebia-me que lhes faltava qualquer coisa. Um poster com gajas nuas? Um candeeiro para ver o poster a noite? Uma lâmpada para o candeeiro? Uma extensão para o mesmo? Não fazia a mínima ideia!
Quando cheguei a cozinha, senti um arrepio e realizei algo. Andar nu pela casa não é uma tão boa ideia como parece. Com o frio o meu objeto de estimação tende a minguar. Visto que o mundo hoje está estranho, com desaparecimentos e tudo, pode acontecer-lhe o mesmo. É melhor não arriscar.
Depois de me vestir, voltei a cozinha e estranhei o facto de o meu pequeno-almoço não estar preparado. Eu tinha quase a certeza que o iria encontrar feito. Será que alguém o costuma fazer? Ou tenho hábitos de caça? Então ainda bem que me vesti. Caçar nu não deve ser prático.
Foi quando o meu estômago apertou e tive de ir a casa de banho que a minha memória voltou. Depois de expelir o pior que há em mim e puxar o autoclismo, tive a necessidade de eliminar os vestígios da minha maldade interior. Era imperativo apagar a prova da minha putrefacta alma estomacal. Mas como fazê-lo? Pode lutar contar esse arqui-inimigo? Como destruir a passagem desta anaconda fecal?
Procurei em redor, e de repente, a resposta veio a mim. Não foi bem a resposta, foram mais náuseas. Estava um cheiro que não se podia. Mas depois veio mesmo. O piaçaba! Como me pude esquecer do piaçaba! E do nada reapareceu! Tal mosqueteiro do sanitário empunhei a minha espada piaçabica e lutei bravamente contra o malvado CóConde. É claro que o malvado não teve hipótese. Desde então ando sempre com o meu piaçaba embainhado a cintura. Já me lembro de mais algumas coisas, sei que não vivia sozinho aqui, mas não me consigo lembrar quem eram essas pessoas. Mas eram muito parecidas comigo!
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Ultrapassada a tristeza da estagnação dimensional do coiso, senti a ausência inexplicável de algumas memórias. É como se algumas informações primordiais para a minha sobrevivência me tivessem sido sonegadas. Por mais que me esforçasse não me conseguia lembrar. Faltava me algo e não sabia o quê.
Percorri a casa em busca de respostas, à medida que passava pelos quartos, cada um com sua decoração personalizada, apercebia-me que lhes faltava qualquer coisa. Um poster com gajas nuas? Um candeeiro para ver o poster a noite? Uma lâmpada para o candeeiro? Uma extensão para o mesmo? Não fazia a mínima ideia!
Quando cheguei a cozinha, senti um arrepio e realizei algo. Andar nu pela casa não é uma tão boa ideia como parece. Com o frio o meu objeto de estimação tende a minguar. Visto que o mundo hoje está estranho, com desaparecimentos e tudo, pode acontecer-lhe o mesmo. É melhor não arriscar.
Depois de me vestir, voltei a cozinha e estranhei o facto de o meu pequeno-almoço não estar preparado. Eu tinha quase a certeza que o iria encontrar feito. Será que alguém o costuma fazer? Ou tenho hábitos de caça? Então ainda bem que me vesti. Caçar nu não deve ser prático.
Foi quando o meu estômago apertou e tive de ir a casa de banho que a minha memória voltou. Depois de expelir o pior que há em mim e puxar o autoclismo, tive a necessidade de eliminar os vestígios da minha maldade interior. Era imperativo apagar a prova da minha putrefacta alma estomacal. Mas como fazê-lo? Pode lutar contar esse arqui-inimigo? Como destruir a passagem desta anaconda fecal?
Procurei em redor, e de repente, a resposta veio a mim. Não foi bem a resposta, foram mais náuseas. Estava um cheiro que não se podia. Mas depois veio mesmo. O piaçaba! Como me pude esquecer do piaçaba! E do nada reapareceu! Tal mosqueteiro do sanitário empunhei a minha espada piaçabica e lutei bravamente contra o malvado CóConde. É claro que o malvado não teve hipótese. Desde então ando sempre com o meu piaçaba embainhado a cintura. Já me lembro de mais algumas coisas, sei que não vivia sozinho aqui, mas não me consigo lembrar quem eram essas pessoas. Mas eram muito parecidas comigo!
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quinta-feira, 29 de maio de 2014
A Narcolepsia Cognitiva Masculina
Aposto que não são poucas as
vezes em que enfrenta aquele aparente entorpecimento intelectual que te deixa
com um olhar vago. Já conseguiste explicar o que se passou com o teu cérebro
naquele instante? Ou dizer para onde a tua mente foi transportada? Não
acredito! Podem estranhar esta minha descrença, mas depois de revelar este
segredo e o destino dessa viagem mental, certamente que irão perceber.
Quando alguém está silencioso,
pensativo, não está prestes a resolver todos os males que assolam a humanidade.
Está num momento de extrema javardice. Viajámos mentalmente num instante. Do
segundo para outro, estamos no famosíssimo Mundo dos Sonhos, ou Mundo Lunar
(“Estar na Lua”), uma realidade alternativa erótico-badalhoca.
O homem é um ser racional, e como
tal pensa frequentemente, mais concretamente em gajas. Nuas de preferência.
Nuas e bastante antipáticas. Não por terem um fetiche sadomasoquista, mas a
simpatia não é um predicado importante no mundo da porcalhice. É mais difícil
criar um enredo jarvado com alguém simpático.
Para muitos a simpatia é uma
qualidade, um atributo moral relevante, mas no mundo da jarvadice é o
contrário. Quando classificamos alguém de simpático e esse alguém é uma mulher,
nunca teremos pensamentos impróprios com essa pessoa. Só mesmo no caso de
sermos cegos, ou sermos cegos. “Tenho uma amiga que te quero apresentar!” “É
boa?!” “Não, mas é simpática!”. Está tudo dito!
O homem é um ser bicéfalo, ou
seja, está munido de duas cabeças pensantes mas nunca simultaneamente. Quando
uma pensa, a outra está a descansar. Sempre que aparece uma gaja boa, acontece
um adormecimento cerebral repentino, uma narcolepsia cognitiva. Durante
reparamos no vazio refletivo do entorpecido, daí a sua ausência de resposta
quando acaba de vivenciar esse fenómeno. “Estavas a pensar em quê?” “Em nada!”
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E assim respondi ao
desafio do André Silva Lopes
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
A Perigosidade dos Telemóveis
Detesto acordar sabendo que vou ter de lutar contra a
força gravitacional da minha cama. Por mais que me queira levantar, sinto-me
irremediavelmente atraído pela sua horizontalidade. Essa falta de vontade
levadiça é acrescida pelo facto de saber que o dia vai correr mal.
Como sei que o dia vai correr mal? Recorrendo ao meu
talento secreto! Há quem tenha sonhos premonitórios, eu tenho acordares
premonitórios. Sei que o dia vai correr mal, quando acordo com uma dor aguda no
colhão esquerdo e pouco minutos mais tarde, a minha premonição verifica-se
quando a dor passa para o lado direito. Malditos telemóveis e suas vibrações!
Deram-me cabo do material!
E hoje foi mais um desses maus dias iniciados com a
inevitável dor testicular e uma tremenda cefaleia. Eu não me recordo muito bem
da noite passada, mas pelas movimentações estranhas da casa (ela não para de
andar a roda), deve ter sido complicadíssima.
O mais estranho é ter acordado com um número de
telemóvel escrito no antebraço. Mesmo sóbrio nunca fui um Calimero de sedução,
quanto mais embriagado. Sim! Não me enganei! Podia ter falado em D. Juan ou
Casanova, mas o Calimero é que foi à Abelha Maia. E conseguir uma relação
inter-espécie é de valor! Ele é o verdadeiro sedutor!
Com a azáfama matinal e a minha tendência natural para
os atrasos, não cheguei a ligar para o misterioso número, mas não o apaguei.
Não o fiz por curiosidade, mas também porque foi escrito com um marcador
indelével. E pergunto: “Quem é que saí a noite com a porcaria de um marcador?”
Quando cheguei ao meu carro encontro no seu interior
uma suspeitíssima mochila preta. Talvez o número seja do dono, ou da dona. Uma
vez ao volante, e a caminho do trabalho, os carros do sentido contrário teimavam
em vir para a minha facha de rodagem. Talvez para tirarem uma selfie comigo,
visto que estava no Facebook enquanto conduzia.
Com o carro estacionado, aproximando me do escritório,
e depois ter espetado o pé num buraco, ia-me escavacando todo ao falhar um
degrau das escadas. Tudo porque estava a mandar umas quantas sms. Esta cidade é
um perigo. Estas condições arquitetónicas têm de ser revistas!
No final do dia, e depois de um árduo dia de trabalho,
vi a mochila e lembrei-me de ligar para aquele número. Mas como não sou
totalmente parvo, e estou bem ciente do perigo que é telefonar e conduzir ao
mesmo tempo, achei por bem estacionar numa de gasolina e liguei. Resultado: um
grande estrondo!!!
Lição do dia: Os telemóveis são de facto perigosos.
Fazem explodir mochilas, carros, bombas de gasolinas e pessoas (eu estava
demasiado perto do carro quando ocorreu a explosão!). E nunca devemos ligar
para um número desconhecido, se não tiver associado a um nome de uma mulher.
O
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E assim respondi ao desafio
do Bruno Ferreira
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sexta-feira, 2 de maio de 2014
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segunda-feira, 21 de abril de 2014
O Mistério do Coelhinho da Pascoa
A minha infância foi marcada por personagens tão
extraordinárias quanto misteriosas. Nunca duvidei, nem duvido, das suas
existências, mas desconfio que estas histórias estão muito mal contadas, com
muitas lacunas por preencher, e com fortes indícios de muita javardice oculta
no meio disto tudo. Alguém me consegue explicar os gostos estranhíssimos da
Fada dos Dentes? Qual é verdadeira razão do Pai Natal distribuir tantas
prendas? E qual é a do Coelhinho da Páscoa? O que leva um roedor a distribuir
ovos pintados?
Nunca ninguém achou
esquisita aquela tara pelos dentes? O que a Fada faz com os dentes? Onde é que
elas os enfia? Isto tudo cheira a prostituição dentária. Ela paga para tê-los.
Tudo bem que gostos são gostos, e não se discutam, mas aquele fetiche dentário
é um pouco assustador. Não?
Há quem diga que o Pai
Natal seja uma invenção da coca-cola, mas não acredito. O São Nicolau existe de
facto e é indesmentível que os presentes são distribuídos todos os natais. Mas
como surgiu essa tradição? Cá para mim o Sô Nicolau andava a dar facadas no
casamento, e acabou por ter filhos bastardos espalhados pelo mundo. Não
querendo ser um mau pai, elaborou um plano engenhoso para poder oferecer um
presente aos filhos, sem que a esposa desconfiasse. Num instante o São Nicolau
passou a ser o Pai Natal. Nunca achou estranho ser o “PAI” Natal? Porquê essa
designação parental? Alguma vez ouvi falar dos filhos? Ele continua
provavelmente nas suas atividades extracurriculares. O Natal continua. Já
pensou que pode ter um pai famoso?
Quando chega o Domingo
de Páscoa não consigo deixar de pensar no Coelhinho da Páscoa e na sua estranha
ligação aos ovos de Páscoa. O que leva um coelho a distribuir ovos pintados? Outra
coisa que me intriga particularmente é saber onde ele arranjou os ovos?
Tal como os seus
comparsas de encantar, o Coelhinho da Páscoa sofre de um seríssimo desvio
sexual. É um tarado e por sinal infiel. Os coelhos são por natureza
poligâmicos, mas este, farto de relações estritas, decidiu arrastar a asa para
outros lados. E assim enveredou para uma relação, porca e badalhoca, mas
totalmente contranatura com aves.
O problema é que
nenhum animal está autorizado a procriar fora da sua espécie. Para desviar as
atenções alheias da sua vida de alegre e delirante concubinato, arranjou um
esquema brilhante e começou a distribuir a sua prole, os ovos do crime. Mas não
sem antes os embelezar dando-lhes um aspecto decorativo e insuspeito. E assim,
nasceram os ovos da Páscoa.
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domingo, 20 de abril de 2014
A "Clisterização" Inequívoca
Em
momentos de maior aperto intestinal em que a libertação é mais de que um sonho,
é um desejo, eis que de dentro das brumas da casa de banho surge, o herói
solitário, o D.Sebastião das dejecções, a catarse fecal: o clister. Este herói
anal e libertador tem ora entradas triunfantes e abruptas, mas sempre com um
fiel aliado (a vaselina), ora entradas subtis e estratégicas.
Depois de perceber o poder emancipador do clister, pode ser
complexo para alguns, muitos quiçá, complicadíssimo até, entender a sua plenitude
quando mergulhado numa esfera filosófica. E não estou a falar de Pato WC! Nesse
mundo simbólico, o seu poder redentor é também inquestionável, indiscutível.
Falamos então de “clisterização” inequívoca, e esta ocorre sempre em noites de
bebedeiras.
Quem diz noites, diz tardes ou manhãs. O importante é
compreender as similitudes entre as bebedeiras e o efeito clister. É bastante
simples. O que acontece depois da aplicação do clister? Merda! Certo? O que
acontece quando estamos embriagados? O que das nossas bocas? A manifestação do
Síndrome da Diarreia Mental, ou merda, para os leigos.
O álcool faz-nos fazer coisas incríveis como pôr a chave do
carro na fechadura da porta de casa e termos a impressão que ela vai arrancar.
Damos conselhos aos nossos amigos que estão menos embriagados do que nós “ Vai
de Taxi! Eu tou bem! Eu vou com o meu carro! Porque raio a terra está a mexer?
E olha lá eu não sabia que tinhas um irmão gémeo?” “Vomita men! Vais ficar bem
melhor! Mete os dedos na goela!.... Não na minha, pá!”
O álcool consegue embelezar qualquer anormalidade e também
torna a pessoa mais anti-social do mundo, na pessoa mais sociável a face da
terra. Ficamos tão sociáveis que até falamos com objectos inanimados, como o
carro (“Oh Peugeot! Onde que estás!?”), com a fechadura (“Eh pá! Hoje tas
eléctrica! Não pares de te mexer! Tá quieta!”) ou mesmo os sapatos quando
chocamos com eles (“Shiuuuuuu!”)
O Cronista da Parvoice © 2014
E assim respondi ao
desafio do Bruno Ferreira
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terça-feira, 15 de abril de 2014
Os Benefícios de iniciar o dia “à pão e água”
A forma como iniciamos o dia é
fundamental para o decorrer do mesmo. Dizem que o pequeno-almoço é a refeição
mais importante do dia e não duvido. Conheço uma enfermeira que vaticina que
iniciar o dia com uma refeição equilibrada em pão e água só pode ser benéfica e
até pode salvar vidas. Por outras palavras, se começar o dia com essa
alimentação específica, eu posso tornar me num herói. Daqueles que salvam bebés
quando caem do 5º andar.
Confesso que esta história heroico-alimentar
me deixou com várias dúvidas, e com perguntas por sinal bastante pertinentes:
“Sempre que o meu pequeno-almoço tiver uma incidência aguada e panificada tenho
de rondar os prédios todos para evitar a queda de bebés? Ou só aqueles que têm
5 ou mais andares? Se ele cair do 1º andar? Tem de ser salvo?”
É óbvio que o bebé tem de ser
salvo, quer vindo do 5º ou 1º andar, mas no segundo caso parece-me muito menos
heróico. Há muito menos dramatismo e suspense. É mais uma questão de reflexos. Existe
até uma norma no manual de “Heroísmo Urbano”, o art.45 secção b: “qualquer salvamento
de bebés, com uma queda inferior ao 4º andar, não é considera heróica”. A
comunidade não nutriria de qualquer reconhecimento ou valorização do esforço.
Seria como uma nódoa impossível de sair do cadastro de um herói. Salvar aquele
bebé seria o mesmo que salvar uma cortadora de relva.
E digamos que salvar uma criança,
proporcionar-me-á um grande sentido de reconhecimento/admiração vindo dos pais.
Num gesto de profundo agradecimento a mãe, a irmã, a tia ou a prima podem estar
tentadas a faze-lo de uma forma mais intensa. Obviamente eu recusaria tal
gesto, dependendo da morfologia das mesmas. Agora se eu salvo o cortador de
relva? O que me vai acontecer? Não me parece que esse salvamento não seja muito
proveitoso, quer a nível físico (aquelas coisas pesam), quer nível pessoal.
Será que posso confiar nalguém que vive num apartamento e mesmo assim tem um
cortador de relva?
Isto tudo para dizer o quê?
Simplesmente que aquela enfermeira tinha razão. Numa manhã, depois de ter sido
apanhado em flagrante a olhar para um decote onde não devia. O namorado da
jovem espetou-me um papo-seco (pão) nos ventres e cuspiu-me (água) para a cara.
Comi e calei. Para os compensar, e como ainda não estou restabelecido do meu
entorse no pulso, dei-lhes duas caixas de preservativos que acabara de comprar.
Evitando assim que tenham, para já, bebés. Assim a criança não nascida não
arrisca-se a cair de qualquer andar.
O Cronista da Parvoíce © 2014
Nota: Este tema foi tramadíssimo e confesso que tive uma
tremenda dificuldade em escrever algo de jeito, de tal forma que fiquei 2 dias
perante uma folha que persistia em ficar em branco. E depois lembrei-me:
“Porque é que não vais buscar uma caneta?” “E porque não fazer diretamente no
PC?” “E que tal comprar um PC?” “Quando tiver o PC talvez seja melhor pagar a
luz!”
E assim respondi ao
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