Mostrar mensagens com a etiqueta nero parvor ©. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nero parvor ©. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

E se Ele é Feio?


Aviso: Está prestes a ler um texto com Humor Negro. O conteúdo do mesmo poderá chocar os mais sensíveis.

Ganhei recentemente o medo parental, vivo apavorado com a ideia de um dia poder ser pai. Não interpretem mal! Eu gosto de crianças e também não duvido das minhas futuras capacidades paternas. Mas se ele é feio? O que é que faço com ele? É que se fosse muito burro, ele teria sempre um futuro no desporto, na portaria de discotecas ou até em Reality Shows. Mas se ele é feio? Qual é o meu futuro perante a paternidade? Fujo? Nego que é o meu filho?

Não consigo imaginar qual seria a minha reacção ao vê-lo pela primeira vez: “Olá… Fi… Ficou alguma coisa dentro da minha mulher? Parece que faltam Peças… A sério?! O que é isto?” Imagino o Doutor a tentar descansar-me: “Está a vê-lo ao contrário”. E eu aliviado e olhando vou sentido correto: “Ahhh! Fico mais descansado!... Afinal não…. É mais bonito ao contrário! Agora a sério! Onde está o verdadeiro? É mesmo este? Não dá para devolver? Está novinho em folha! Não tenho quinze dias para isso?” E o que dizer a minha esposa quando me perguntasse o que acho do bebé: “Então nosso filho? É lindo?” Sem saber muito bem o que responder diria: “Humm… Mais ou menos… Como dizê-lo… Humm…. Lembraste aquele doce que fizeste para o meu aniversário? Aquele que estava com bom aspecto, o teu filho…” Ao que ela diria: “O nosso!” E eu, com uma prontidão incrível, responderia: “Pois… Não consigo ver as parecenças! De certeza que nunca me enganaste? Não há problema! Não fico nada chateado. Voltando ao doce, lembraste como ele ficou depois de ter caído ao chão? O bebé está igual!”

Se todos os bebés são lindos, estou sinceramente preocupado com o futuro deste. Dizem que bebés feios podem vir a ficarem bonito. Mas quando? De certeza que entraria todas manhãs no quarto do rebento com a esperança da magia ter acontecido. “Olá… Fogo… Ainda não foi desta!”

E se um dia, ele vira-se para mim e pergunta-me se o acho bonito, o que faço? Minto? Digo a verdade? Claro que digo a verdade. -“Diz-me papá! Sou bonito?”-“Humm… Não! Mas tens o sentido de humor!”-“Gostas de mim na mesma?” –“Humm... Não! Humm... Gosto... Mas não tanto como se não fosses tão feio! Vá la brincar… Pega na bola e vai jogar para o cruzamento! –“Mas é perigoso!” – “Naõ é nada, desde que vás para estrada quando estiver verde para os carros, correrá tudo bem… para mim!”

Como mais vale prevenir que remediar e evitar esse tipo de situações delicadas, decidi tomar uma decisão drástica. Todos dias faço uma vasectomia manual, a chamada a masturbação preventiva. Tenho a perfeita noção do meu charme e sei que qualquer aproximação feminina pode terminar em procriação. Portanto, e sempre que posso masturbo-me. Masturbo-me antes de levar o lixo. Masturbo-me antes de ir passear o cão. Masturbo-me por tudo e por nada! Assim não corro riscos desnecessários.

Tenho um encontro logo a noite, vou tomar um banhinho e claro… Mas antes tenho de tirar este saco da cabeça.

Darth Parvor ©

sábado, 8 de setembro de 2018

A Taxidermia Exótica

Desafio do Tiago Pereira 

Premissa: Necrozoofilia 

Palavras Impostas: Buda, Jesus, Maomé e Satanás 

Género Humorístico: Humor Negro 

Aviso: Estás prestes a ler um texto com Humor Negro. O conteúdo do mesmo poderá chocar os mais sensíveis. 

Nunca achei que ser popular era algo importante. Daí a minha popularidade não estar no auge junto da minha vizinhança. Mas vivo bem com isso, os meus vizinhos é que não. Matei-os todos. Porquê? Alguns diziam que chamavam antipático, e outros, insensível. É tudo mentira! Sou, nem pouco, nem muito, mas bastante simpático e extremamente bem-educado. Tudo bem que é frequente matar pessoas e cortá-las aos bocados, mas sou menos simpático por causa disso? Não creio! Sempre que as desmembro, e mesmo antes do assassínio propriamente dito, fá-lo educadamente. Peço sempre licença antes de começar. O que mais me indigna é a questão da sensibilidade. depois de mortas, pergunto-lhes educadamente se o posso fazer. E era injusto dizerem que sou insensível. Mas nunca mais o fizeram. Matei-os todos. Mais vos digo, se tenho prazer em matar, ou seja, demonstrei um sentimento, como posso ser insensível?

Mas vamos ao que interessa: a taxidermia exótica. E o que é? Um hobby e como qualquer pessoa, tenho hobbies, actividades que gosto de praticar. E depois sou insensível!? “Pois! Gostas de matar pessoas!” Nada disso! A psicopatia não é um hobby, é forma de estar perante a vida e a morte dos outros. Vejam isso como uma tarefa diária que se assemelha ao trabalho de Satanás. No Inferno, ele castiga os pecadores diariamente, mas é um trabalho. Ele gosta? Muito provavelmente. Mas o seu verdadeiro hobby é possuir virgens. O meu hobby é outro. Se sou apreciador de emposse casto? Claro! Quem não gosta de um bom filme de terror onde há sangue a jorrar por todo o lado? E tal como nesse tipo de cinematografia, o sangue está presente no passatempo do fim da inocência feminina. há menos sangue, ou melhor, está mais localizado, mas há. Mas como a virgindade é algo tão precocemente perdido, as virgens são difíceis de encontrar, são raras, e se é para apanhar raridades, prefiro apanhar pokémons.

Eu sei que ainda não vos esclareci sobre a taxidermia exótica, mas já lá vou. Sou muito simpático, como vos disse há pouco, mas não gosto nada de ser pressionado fico logo todo enervado e depois faço coisas. E quando faço coisas, as pessoas gritam. E quando gritam temos de cortá-las e pô-las num saco e eu não quero isso. Já não tenho sacos. O que me lembra aquela vez em que me perdi no meio do mato e encontrei aquele imigrante ilegal, o Jesus. Mal o vi pensei: “Tens ar de quem chegou a Portugal via contentor!” E não é que eu tinha razão! Não tenho nada contra imigrantes ilegais, mas acho que não custa nada ser educado. Havia necessidade daquela gritaria toda quando lhe pedi as horas? Claro que não! É verdade que eu estava cheio de sangue, mas mesmo assim. Percebi depois que ele não tinha relógio. Podia ter dito logo. É obvio que não crucifiquei Jesus por não ter horas, mas gritou e quando gritam…

Antes que haja gritaria e que tenha de ir comprar mais sacos, vou passar a explicar o conceito de taxidermia exótica e como surgiu essa paixão. Para quem não sabe, a taxidermia é a arte de empalhar animais mortos e certamente já ouviram falar em bailarinas exóticas. Exóticas! Certo?! Agora imaginam o vosso mais querido urso de pelúcia e como gostam dele. Tanto que na sua presença sentem um desejo carnal inegável. Só que ele não é de carne é de peluche. A taxidermia exótica é isso, mas em mais desagradável. Não se esqueçam que não é que algodão que animal tem por dentro. É palha. E a palha arranha! Se calhar vou parecer estranho, mas a verdade, é que sempre tive um relacionamento profundo com a natureza. Mas como as ovelhas estavam sempre a mexer e fugir comecei a mata-las para facilitar a coisa. Mas depois fui viver para a cidade e perdi esse toque natural. O meu gosto pela taxidermia só surgiu mais tarde, quando o meu gato Buda morreu.

Eu adorava o meu gato, mas aconteceu o que acontece a todos os gatos, o inevitável destino felino: calçar uma roda. Por vezes variam e calçam para-choques, mas o resultado é sempre o mesmo. Morte certa. Eu já sabia que isso iria aconteceu mais tarde ou mais cedo. Se podia ter evitado a desgraça? Talvez! Mas a estrada que chamo carinhosamente, Maomé não teve piedade do meu gatinho. Porquê Maomé? Porque rebenta com os gatos todos. Tecnicamente são os carros, mas se houvesse estrada, também não haveria carros, por isso. Quando o Buda morreu não consegui enterra-lo. Eu gostava tanto dele que decidi ficar com ele para sempre e falei com um taxidermista para o imortalizar. Quando vi o Buda empalhado, percebi logo o potencial da coisa. Eu não sou nenhum monstro não tive nada com ele. Mas a espécie de arca de Noé que tenho em casa não pode dizer o mesmo. Estão a gritar porquê? Quando as pessoas gritam…

Darth Parvor ©

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A Eutanásia Matrimonial

Estou aqui perante vocês com a esperança, não, a certeza, que vou escapar desta tremenda injustiça. A acusação pretende encarcerar-me e acho isso totalmente desnecessário. Eu não percebo essa coisa de querem ver-me por trás das grades, quando a única coisa que fiz, foi demonstrar o amor profundo que sinto pela minha esposa.

Sinceramente, não percebo essa coisa da “Tentativa de Homicídio” só porque estou a favor da eutanásia e tentei ajudar a minha esposa, proporcionando-lhe um fim digno. Há anos que ela vive em sofrimento com aquela terrível doença e acredite que fiz de tudo para salva-la, mas aquilo é hereditário e não sabia mais o que fazer, daí a eutanásia.

Ela padece de obesidade ginoide. O que é isso? Então!? Não é óbvio! Já viu aquele cu gigantesco!? Como assim não é possível eutanásiar alguém por ter um cu daqueles? Eu poderia ter apostado numa dieta intensiva, mas sou contra o abuso terapêutico e quando se tem um cu assim, não há muito a fazer. O futuro é longe de ser risonho. Se visse o cu da minha sogra…

Isto tudo porque não se quis suicidar, seria tudo muito mais fácil. O quê? Como pode afirmar que não gosto dela? É por gostar tanto dela que queria ajuda-la a partir em primeiro. Porque acredite, quem sofre é quem fica. Iria sofrer tanto que pouco depois iria também. Até a Republica Dominicana!? Porque pergunta isso? Sim… Esse bilhete de avião é meu! E sim, é só uma ida!

Mas não é o que está a pensar! A minha intenção era espalhar as suas cinzas na terra dos seus antepassados! Como assim!? A minha esposa é alentejana!? Vai desculpar me, mas até o seu nome é exótico! Palmira Sousa, não há nome mais exótico! Palmira… Palmeiras… Onde é que se encontram palmeiras? Lá está… Em sítios exóticos…

Culpado!? Culpado!? Então!? Ela é que tem aquele cu e eu é que sou culpado! O pior é que não sabe do resto… Já viu aquelas mamas descaídas!?

Darth Parvor © 2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Um Jantar Cheio de Romantismo e Psicopatia

Aviso: Está prestes a ler um texto com Humor Negro. O conteúdo do mesmo poderá chocar os mais sensíveis.

Tenho quase 40 anos, estou desempregado e vivo com a minha Mãe. Bem sei que não são as melhores premissas no que toca a sedução, e por isso inscrevi-me num daqueles sites de

encontros. Mas a ideia de encontrar-me com alguém que mal conheço assusta-me um pouco. Para ser franco, assusta-me muito. E se é uma maluca? Uma assassina? Uma psicopata?
Apesar de todos esses medos, decidi ir. Mas pelo sim pelo não, achei por bem tomar algumas precauções e levei o facalhão. Como é óbvio, não o levei par o mesmo para o encontro, deixei-o na mala do carro, junto da serra, dos sacos do lixo e da pá caso fosse preciso enterra-la.

Quando cheguei ao local do encontro, e depois de vê-la, fiquei aliviado por não me ter esquecido na serra, porque caso fosse uma maluca, era demasiado grande para caber só num saco.

- Olá! Tudo bem! Eu sou o Barnabé! Vamos sentar-nos?
- Podes sentar-te! Senta-te!
- Não eu vou ficar mais um pouco a olhar para ti! És mesmo bonita! Gosto do teu cabelo. Essa caspa dá-te um ar “globo de neve!
- Desculpa! Não te queria ofender! Não é caspa!? São lêndeas?
- Queres beber alguma coisa?
- Um chocolate quente? Também vou beber isso!

Chega o empregado para apontar os pedidos

- Ela quer um chocolate quente e eu quero uma coca-cola!
- Eu não gosto de chocolates quentes!
- Vamos fazer uma corrida? Vamos beber isto a penalti e o primeiro que acabar ganha!
- Vais queimar-te? Ok, mas não podes gritar! Quando as pessoas gritam, temos de pô-las dentro de um saco!
- E diz-me? Gostas de crianças?
- Queres alguma?
- Mas agora? Eu vou apanhar uma para ti!
- Onde é que vais? Não acredito, vou ter de sujar a serra…
Darth Parvor © 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Meu Filho é um Surfista de Tsunamis

Aviso: Está prestes a ler um texto com Humor Negro. O conteúdo do mesmo poderá chocar os mais sensíveis.

Depois de tantos a recear a paternidade, não por duvidar das minhas qualidade paternais, mas assustado com a fronha horripilante que o miúdo pudesse vir a ter, aconteceu o impensável. Os meus soldados reprodutivos bateram definitivamente em retirada. É preciso ter azar! Logo quando estava decidido em brindar o mundo com a minha prole.

Segundo os médicos, as minhas repetidas acções previdentes prejudicaram as minhas capacidades reprodutivas. Queriam que eu pensasse que demasiada masturbação preventiva não é saudável e que foi a causadora da minha incapacidade gerativa. Mas eu não sou parvo! Eu sabia que estavam enganados! E isso verificou-se quando nasceu a minha filha, estranhamente parecida com o meu vizinho angolano.

Com a minha suposta dificuldade em poder ter filhos, muito antes de nascer a minha filha, a minha esposa (Sim! É verdade! Uma mulher casou-se voluntariamente comigo! E não era uma imigrante em busca da nacionalidade lusa! Na altura era alcoólica!) e eu decidimos adoptar uma criança. Como tenho uma faceta humanitária adoptamos uma criança de um país longínquo. E assim o nosso filho chegou da Ásia. Insisti que fosse asiático por motivos físicos, no intuito de ter algum ponto em comum comigo. Eu não tenho olhos em bico e sou moreno, mas o meu… Pronto… Acho que perceberam a ideia.

Anos depois, e com o nosso quarteto familiar já formado, li uma notícia que poderia ter destruído as nossas vidas. Segundo um estudo antropológico uma família ideal é constituída pelos pais e duas filhas. Que desenvolvimento inesperado! Vou ter de devolver o Joaquim! Eu gosto muito dele! É bom a fazer a minha contabilidade e sushi, mas o bem-estar da família está em primeiro. Ele vai entender! Espero bem que não se arma em egoísta.

-“Senta-te Quim! Tenho de falar contigo! Vais voltar para o Japão! Mas sozinho! Não tenho nada contra ti! É por causa daquela notícia! Infelizmente não vais voltar a ver a tua irmãzinha japonesa. Fizemos uma troca. Vais para la e ela vem para cá. Vais adorar aquilo! O sítio para onde vais é muito mexido, um abano constante. E tu que não gostes de ficar parado, vais delirar. Até gritar. Principalmente quando estiveres a fugir das ondas gigantes. Falando disso, a tua mãe, quero dizer a Dona Beatriz, e eu decidido comprar te uma prancha de surf. Afinal é o melhor meio de transporte para andar por lá. Eu sei que tens medo do escuro mas não te preocupes com isso! A noite brilham todos, tal como os teus bonecos fluorescentes! E já não vale a pena continuar a chamar-te Quim! O teu nome de nascimento é Son Goku! E com sorte, e pouco de tempo passado na tua cidade natal, podes vir a ter uma cauda tal como o herói do Dragon Ball! Já me esquecia de te dizer o nome do sítio para onde vais. É Fukushima!”

Com anos de transporte públicos através da prancha que lhe oferecermos. O Quim tornou-se num grande surfista de tsunamis.


Darth Parvor ©

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

E se Ele é Feio?

Aviso: Está prestes a ler um texto com Humor Negro. O conteúdo do mesmo poderá chocar os mais sensíveis.

Ganhei recentemente o medo parental, vivo apavorado com a ideia de um dia poder ser pai. Não interpretem mal! Eu gosto de crianças e também não duvido das minhas futuras capacidades paternais. Mas se ele é feio? O que é que faço com ele? É que se fosse muito burro, ele teria sempre um futuro no desporto, na portaria de discotecas ou até em Reality Shows. Mas se ele é feio?

Não consigo imaginar a minha reacção ao vê-lo pela primeira vez. –“Humm… O que é isto? –“Está a vê-lo ao contrário” –“Ahhh! Fico mais descansado!... Humm… Afinal prefiro no outro sentido! Agora a sério! Onde está o verdadeiro? É mesmo este? Não dá para devolver? Está novinho em folha!” E o que dizer a minha esposa quando me perguntar o que acho do bebé: -“Então nosso filho? É lindo?”-“Humm… Como dizê-lo… Humm… Lembraste aquele magnífico doce que fizeste para o meu aniversário?” –“Estava mesmo bonito!”-“Sim, mas o teu filho…” –“O nosso!”-“Pois… Não consigo ver as parecenças! O bebé ficou muito parecido com o doce depois de ter caído ao chão!”

Se todos os bebés são lindos, estou sinceramente preocupado com o futuro deste. Dizem que bebés feios podem vir a ficarem bonito. Mas quando? De certeza que entraria todas manhãs no quarto do rebento com a esperança da magia ter acontecido. “Olá… Fogo… Ainda não foi desta!”

E se um dia vira-se para mim e pergunta-me se o acho bonito, o que faço? Minto? Digo a verdade? Claro que digo a verdade. -“Diz-me papá! Sou bonito?”-“Humm… Não! Mas tens o sentido de humor!”-“Gostas de mim na mesma?” –“Humm... Não!  Humm... Gosto... Mas não tanto como se não fosses tão feio! Vá la brincar… Pega na bola e vai jogar para o cruzamento!”

Como mais vale prevenir que remediar e evitar esse tipo de situações delicadas, decidi tomar uma decisão drástica. Todos dias faço uma vasectomia manual, a chamada a masturbação preventiva. Tenho a perfeita noção do meu charme e sei que qualquer aproximação feminina pode terminar em procriação. Portanto, e sempre que posso masturbo-me. Masturbo-me antes de levar o lixo. Masturbo-me antes de ir passear o cão. Masturbo-me por tudo e por nada! Assim não corro riscos desnecessários.

Tenho um encontro logo a noite, vou tomar um banhinho e claro… Mas antes tenho de tirar este saco da cabeça.

Darth Parvor © 2014

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Bowling

Aviso: Está prestes a ler um texto com Humor Negro. O conteúdo do mesmo poderá chocar os mais sensíveis.

Sempre olhei para o desporto como algo fascinante. Cansativo. Mas fascinante. Até pensei tornar-me atleta de alta de competição. Cheguei mesmo a inscrever-me na equipa de atletismo da escola. Depois de duas corridas, fiquei cansado e desisti. Duas corridas!? Na verdade, foram mais dois passos.

Eu desisti, mas o meu amigo João continuou. E não é que se tornou no rei das pistas de tartan, de tal forma que chamavam-lhe “Tartan, O Titan”. Sempre que corria ouvia-se a mesma pergunta estúpida “É um avião? É um pássaro?...”. Mas são parvos ou quê? Não vêm que é o João!

Ele tinha tudo para ser um atleta de eleição, mas aquele trágico acidente. Tudo aconteceu naquele maldito cruzeiro. Lembro-me de tudo. Eu estava lá. Tínhamos bebido um bocado, e fomos apanhar ar. Não sei se por força ondulação, ou mais da graduação (alcoólica), mas ele estava um pouco pálido. De tal forma, que me disse: “Vou precisar da tua ajuda, para virar isto de borda fora”. E eu como amigo que sou, dei-lhe um empurrão e ele caiu ao mar. Só mais tarde percebi, que era só para lhe pôr os dedos a goela.

Penso que a queda deve sido complicada. Ele não parava de gritar enquanto o corpo fazia ricochete no casco do navio. Mas ele até teve sorte. Não partiu nada. Nem uma perninha, nem um bracinho. Acho eu, não deu para saber se tinha uma fractura. Mal tocou a água, os tubarões comeram-lhe os membros. Felizmente assustaram-se e não tiveram tempo de acabar o festim. Felizmente, porque ele estava a usar a minha gravata preferida e eu não estava com vontade nenhuma de dissecar um tubarão para recuperá-la. Infelizmente a sorte do João estava a acabar, momento antes do salvamento, veio uma onda gigantesca e levo-o para longe. Foi encontrado dias depois pelos uns esquimós, enquanto estava a ser violado por focas.

Não deve ter sido fácil para ele, e depois do que lhe aconteceu transformou-se num verdadeiro casulo. Não porque vai se transformar numa linda borboleta, o corpo dele ficou com um formato “casular”. A verdade é que tenho de dar a mão a palmatória, ele também daria, mas ficou sem elas. Confesso que tenho inveja dalgumas coisas que ele consegue fazer. Cheguei mesmo a tentar imitá-lo, mas quando se desce uma avenida ao reboliço, as pernas e os braços atrapalham. 

Mas nem depois de tudo o que lhe acontece, ele não deixou o desporto, mas já não pratica atletismo. Presentemente joga Bowling, ora faz de bola, ora faz de pino. Até mudou de alcunha, chamam-lhe “Tacos”, por estar mais junto deles. Agora sempre que vou ao Bowling oiço: “É uma bola? É um pino? Não, é o João!”

Darth Parvor ®