terça-feira, 4 de junho de 2019

A Parvoíce Expressiva #2

Crónicas Infantis #2: O Refúgio Automóvel

Como qualquer criança, adoro perder-me pela secção dos brinquedos e sempre que vou a uma grande superfície não desperdiço essa oportunidade. Se hoje em dia, é fácil encontrar a minha Mãe quando a perco de vista, antigamente era muito mais problemático.

As lojas podem ser perigosas para as crianças, basta um segundo para perder os nossos pais de vista e sermos levados por alguém mal-intencionado. Os meus pais sempre me disseram que se me perdesse nunca deveria ir ter ao carro porque é perigoso, e que nessas situações deveria ir ter a recepção.

Mas há aqui uma questão que se levanta. Sempre me ensinaram que não se deve falar com desconhecidos e quem é que está na recepção? Um desconhecido! Foi por isso que fui ter ao carro e, diga-se de passagem, que o encontrei logo. Acho que isso é de louvar. Confesso que fiquei desiludido com a atitude dos meus pais no momento do nosso reencontro. Estava à espera de um abraço e de uns beijos para festejar a minha capacidade de orientação, mas não, levei uma chapada.

O que é pior? Ir ter ao carro? Ou falar com desconhecidos? A segunda opção parece-me muito mais arriscada.


O Cronista da Parvoíce © 2019

domingo, 2 de junho de 2019

A Parvoíce da Genialidade Infantil


Crónicas Infantis: O Satisfaço Antibiótico

Eu sempre fui muito guloso. Sempre adorei gomas, chocolate com pão. Sim, chocolate com pão. E confesso que também gostava, e gosto do sabor dos antibióticos. Antigamente gostava de ficar doente, porque faltava à escola e a minha Mãe ficava a cuidar de mim. Mas o que gostava era de poder tomar a medicação, antibióticos inclusive.

Lembro-me de um desses felizes momentos, em que pude tomar o meu tão apreciado xarope. Mas como não fiquei satisfeito, bebi mais do que devia. E como sou muito esperto, enchi com o frasco até onde deveria estar. O que a minha esperteza da altura não tinha previsto, é que com mais água, o xarope ficou muito mais diluído, a cor clareou e fui apanhado.

Apanhado, mas muito satisfeito por ter bebido o antibiótico.


O Cronista da Parvoíce © 2019

domingo, 26 de maio de 2019

A Parvoíce Política #8

Uma senhora ia no passeio e, a certa altura, dá de caras com uma vizinha. Admirada, pergunta-lhe:

- Então, Dona Guilhermina, que lhe aconteceu?! Agora, anda de óculos escuros e de tampões nos ouvidos…

Responde a outra:

- Olhe, Dona Graça, só assim é que não vejo nem ouço os políticos!

quarta-feira, 22 de maio de 2019

A Parvoíce Política #7

Dois deputados falavam de um outro, diz um:

- O Belmiro é sempre muito cauteloso com a verdade!

O outro:


- Também acho! Nunca a diz…