domingo, 13 de abril de 2014

O Godzilla Intestinal

Há pouco tempo colocaram-me uma questão estranhíssima, e francamente intrigante. Preguntaram-me se, e passo a citar: “O Godzilla já te estragou um jantar romântico?” Depois de ouvir tal pergunta, e como qualquer pessoa racional, contra-ataquei com uma questão deveras pertinente: “Andas a fumar o quê?

Como é que o Godzilla, Gojira, ou ゴジラ em japonês (Sim! Pesquisei!), me poderia estragar um jantar? Ainda por cima romântico! Não acham que se tivesse uma vida social e romanticamente ativa, eu não teria já denunciado a minha assinatura da Playboy? E quem, no seu perfeito juízo, iria jantar comigo? E num clima meloso.

Admitindo que conseguisse o milagre de ter um jantar romântico, eu não precisaria do Godzilla para o estragar. Consigo fazê-lo sozinho. Podemos dizer até que tenho um talento inato para esse tipo de estragação. Ou porque me esqueci de fazer a reserva naquele restaurante aclamado e acabamos por ir, ora a pizzaria, ora a barraca das bifanas. Ou porque me esqueci, inadvertidamente (e frequentemente) da carteira em casa e ela acaba (sempre) por pagar o jantar.

Continuando no campo do improvável e o tal jantar ocorrer, seria bastante estranho uma lagartixa gigante interromper o quer que seja. Parece-me que a pessoa que proferiu tal interrogação, não estava devidamente informada. Não quero de ser de nenhum modo inconveniente, ou armar-me em sabichão, mas é praticamente impossível o Godzilla aparecer em Portugal. Faz-me confusão quando as pessoas dizem coisas sem nexo nenhum. No máximo dos máximos aparece nos Estados Unidos da América, ou até no Japão. Será que não estão atentos quando vêm os filmes?

Mais tarde percebi que o Godzilla referido, não era o monstro dos filmes, mas aquele que nos transtorna os intestinos, esguicha as nossas fezes e nos torna momentaneamente asiáticos. O cerne da questão, não era o Godzilla cinematográfico, mas sim o intestinal.
O que não entendo é porque não fazem logo a perguntas de um modo percetível. Custava muito, em vez daquela história toda do Godzilla, me ter perguntado: “Estar de caganeira já te estragou um jantar romântico?”

O Cronista da Parvoíce © 2014


E assim respondi ao desafio da Ana Pelotas

sábado, 12 de abril de 2014

A Vantagem da Ambidestria

Tal como a maioria das pessoas sou destro e sempre achei os canhotos anormais. Pelo até me aperceber que a minha mãe é canhota e passaram todos a serem anormais, menos a minha querida mãe que tanto adoro (no caso remoto dela ler isto!).

Eu considerava os canhotos como os arqui-inimigos dos destros, pessoas repletas de ignomínia e outros defeitos possíveis e inimagináveis. Ser esquerdino só poderia ser sinónimo de algo mau, porque quando alguém apresenta qualidades e habilidades, dizemos que ele está repleto de destreza, não de “esquerdeza”. Portanto só pode ser algo de mau.

E não é que descubro, que os canhotos, esquerdos ou esquerdinos, também são chamados de sinistromános. Se isto não é um indício claro de vilania, vou ali e já venho. Ser sinistro é mesmo algo mau, não acham suspeito alguém ter uma identidade manual intitulada: “SinistroMan”. É o típico nome de super-vilão.

Como disse há pouco não achava piada nenhuma até acontecer o drama que mudou a minha vida. O Dia em me aleijei na mão direita. Estava a passear quando oiço alguém a gritar: “Ajudem-se! O Pitosga caiu ao rio!”. Fiz conta que não era nada comigo e estava para seguir o meu caminho, até me aperceber que quem estava a gritar era um bela jovem. Como podem calcular, o meu lado destro, o meu lado heroico surgiu e para impressionar as jovens (para além da dona do pitosga, havia uma série delas a observar a cena) e salto para o rio. E obviamente, magoei-me, podem não conhecer o Rio Lis, mas ele não costuma estar propriamente cheio. A queda foi dolorosa. Bati com a cabeça e os joelhos no chão. Mas o pior não foi isso, quando cheguei finalmente a beira do Pitosga percebi que era um peluche e comprado nos chineses.

Depois de devolver o a porcaria do peluche, e sem compensação afectiva, regressei desiludido até o meu carro. Confesso que estava a espera de uma recompensa simbólica. Não pedia muito. Um simples beijo ou algo intensamente mais íntimo. No momento que vou a fechar a porta acontece algo inesperado. Sento-me no lado errado no lado do passageiro. E pior. Entalo a mão direita. E aí desesperei, depois de um ato heroico onde poderia ter perdido a vida, tinha-me magoado no meu carro. Pior ainda. Com esta lesão a minha vida sexual ficava seriamente comprometida.
Passei a usar a mão esquerda para todo o tipo de atividades e pouco depois acabei por tornar-me ambidestro. E percebi finalmente quais as grandes vantagens desse ying-yang manual. São tantas que perderia muito tempo a enumera-las e isso me impediria de usar esse meu novo talento maneiro na realização simultânea de duas das minhas grandes paixões: os bolos e a pornografia.

O Cronista da Parvoíce © 2014


E assim respondi ao desafio do Fábio Gaspar

terça-feira, 1 de abril de 2014

Abril: O Mês de Desafios e do Coelhinho da Páscoa

A Vantagem da Ambidestria (12/02/2015)

O Godzilla Intestinal (13/02/2015)

  Os Benefícios de Iniciar o Dia "à pão e a água" (15/02/2015)

A "Clisterização" Inequívoca (20/04/2014)

 O Mistério do Coelhinho da Pascoa (21/04/2014)

terça-feira, 25 de março de 2014

A Parvoíce Fugidiça


“A minha avó começou a caminhar cinco quilómetros por dia quando fez sessenta anos. Actualmente está com noventa e nove anos e nós não fazemos a mínima ideia onde é ela anda.”

Ellen DeGeneres

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Parvoíce Paternal


“O meu pai teve uma profunda influência sobre mim, ele era lunático.”
Spike Milligan

terça-feira, 11 de março de 2014

A Parvoíce Preconceituosa

“O meu irmão é gay e os meus pais não se importam, desde que ele case com um médico”

Elayne Boosler

terça-feira, 4 de março de 2014

A Parvoíce Específica

“Toda a minha vida quis ser alguém. Agora vejo que devia ter sido mais específica”

Lily Tomlim